“Paraty de Pedras”

Assim carinhosamente chamamos Paraty, um apelido dado por nosso filho de 3 anos. E os meninos amaram andar por suas ruas tão características, que por si já contam um pouco da história do nosso Brasil.

Linda baia de Paraty

Em setembro de 2017 resolvemos fazer uma roadtrip até Paraty e por lá ficar alguns dias, conhecendo as praias da região. Foi a escolha após vermos a viagem para os EUA cancelada em razão do furacão Irma. Tínhamos dias de folga disponíveis e queríamos descansar após a mudança nos planos.

Já tínhamos muito interesse em conhecer Paraty e amamos levar nossos filhos lá. Engana-se quem pensa que é um destino apenas para casais ou jovens.

A distância de Belo Horizonte até Paraty é de 605km, uma viagem que acabou ficando bastante cansativa para nós, especialmente por não termos saído cedo de BH. Também optamos por seguir pelo interior do Rio de Janeiro, e não passar pela capital. Nesses trechos, há bastantes descidas, túneis. A partir de Angra dos Reis até chegar em Paraty há muitos registros de velocidade, o que faz essa parte da viagem mais lenta.

Mas graças a Deus chegamos tranquilos na cidade, e fomos para a hospedagem escolhida.

Após pesquisas, resolvemos ligar e negociar com a Pousada Apple House Paraty.

Pousada Apple House – Paraty/RJ

Destacamos como pontos positivos a educação e atendimento dos funcionários, que também nos ajudaram na escolha de passeios; o tamanho da acomodação, que na verdade é um pequeno apartamento mobiliado, com dois quartos separados, banheiro amplo, e cozinha equipada, além de sala de estar (ideal para quem está com família). Na época estavam construindo novas instalações que contariam ainda com outras opções para atender as demandas dos hóspedes.

Na parte de lazer, há piscinas e sauna. O café da manhã atendeu, embora pudesse investir mais em produtos mais artesanais e saudáveis.

A Apple House não fica no centro histórico de Paraty, e sim no bairro Ponte Branca, que dá acesso à estrada para Cunha/SP. Esse fato não nos atrapalhou em nada, estávamos de carro e o centro é próximo, assim tínhamos toda mobilidade para ir e vir.

No caminho entre a Pousada e o Centro Histórico de Paraty

Quanto aos passeios, fizemos as seguintes escolha:

No primeiro dia, curtimos um pouco a estrutura da pousada, já que, por se tratar de uma região fluminense que mescla praia e montanhas, a água da piscina ficava muito fria no fim da tarde, mesmo não sendo inverno. Assim deu para acordar em um bom horário e deixar as crianças brincarem.

No início da tarde fomos desbravar o centro histórico. Um detalhe que sempre se lê, mas não custa repetir, é que a escolha do calçado coopera muito para se ter um passeio mais agradável ali. Assim, opte por calçados fechados ou tênis, algo que dê mais estabilidade para andar literalmente sobre pedras. Chinelos ou sandálias podem dificultar o caminhar.

Estacionamos o carro em um dos locais permitidos (no Centro Histórico há várias ruas onde o tráfego de veículos é proibido, atentar também para os locais que ficam alagados na maré alta). Almoçamos no Margarida Café, na Praça do Chafariz, que serve pratos, oferece porções para quem quer apenas beliscar e no fundo ainda conta com uma ótima padaria.

Peixe escolhido no Margarida Café

Após a refeição, seguimos andando até chegar à rua da Candeia, na praça da Matriz, para aguardar o guia do Free Walking Tour. Como já contei no Instagram, sempre que uma cidade oferece esses tours gratuitos gostamos de participar, e assim nos inteirar melhor da história do lugar com o olhar de quem ali vive.

Fizemos o passeio com o guia Juan Jose (@ewokzinho), um mexicano que veio morar no Brasil e entende muito da nossa história. O tour da tarde era em inglês, o que foi bastante interessante, para praticar um pouco esse idioma. Juan é muito atencioso, e foi muito gentil com as crianças, que acompanharam o passeio sem problemas, sendo inseridas no contexto, com explicações e brincadeiras – no final teve até aula de capoeira. O tour foi ótimo, aprendemos muito e nos ajudou a ter outro olhar sobre Paraty nos dias que se seguiram, apreciando mais a arquitetura, a arte e os detalhes do lugar. De tempo em tempo nossos filhos faziam algum comentário referente ao que tinham aprendido no tour, que despertou o olhar deles para a cidade e sua história. Nosso abraço ao querido Juan e parabéns por seu ótimo trabalho.

Cada canto do Centro Histórico rende uma foto =)

No dia seguinte, saímos cedo para fazer um passeio de barco na região de Paraty. Os passeios saem do cais do porto.

Há vários barcos pequenos e embarcações maiores, além de lanchas, que oferecem opções privadas ou para grupos. Consulte na cidade os passeios recomendados, procure indicações na sua hospedagem e negocie o preço, especialmente se for em baixa temporada. Eu havia pesquisado em blogs de viagem antes de ir, mas não encontrei as pessoas indicadas nos sites. Assim, contei com as indicações da Apple House e fechamos o passeio de aproximadamente 5 horas com o Robson, barco Budião (@robsonjunior39589), reservando no dia anterior. Pagamos R$350,00. O Robson é um rapaz novo, mas experiente no mar, e nos conduziu com segurança e atenção. Nesse dia visitamos algumas praias até chegar à Praia da Lula. Paramos em algumas para tomar um banho de mar. O visual é lindíssimo. É bom ir o mais cedo possível para aproveitar o mar mais calmo e também curtir as paradas menos cheias de pessoas.

Passeio de barco pelas praias de Paraty/RJ

No terceiro dia, decidimos fazer outro passeio, para conhecer o famoso Saco do Mamanguá, o fiorde brasileiro. Após consultar os preços dos passeios de lancha ($$$$) e vendo a distância entre essa região e o cais de Paraty, resolvemos ir até Paraty-Mirim de carro, e ali negociar com um barqueiro para conhecer o Saco do Mamanguá. Assim ganha-se no deslocamento para chegar mais rápido à região e curtir suas belas praias.

Também não encontramos a pessoa que tínhamos como referência. Mas ali conhecemos um barqueiro (barco Iara) e fechamos o passeio por R$300,00. Na ida vimos tartarugas no mar. Conhecemos todas as praias do Saco do Mamangua, incluindo a Praia da Costa, que ainda abrigava a casa que foi usada em um dos filmes da saga Crepúsculo. Avistamos a Pedra do Pão de Açúcar, que é acessível por trilha de aproximadamente 1 hora. Como estava bem quente e nossos filhos são pequenos, não fizemos esse passeio. De cima o visual deve ser ainda mais bonito.

Pedra do Pão de Açúcar – Acessível por trilha
Uma das praias no Saco do Mamanguá – Pedra do Pão de Açúcar ao fundo

As crianças curtiram tanto passear nos barcos, como as paradas nas praias, e brincaram muito. No retorno, fomos presenteados com um bando de golfinhos que avistamos por bastante tempo, até quase retornar a Paraty- Mirim.

Após os passeios de barco, sempre ficávamos andando pelo Centro Histórico, onde encontramos vários restaurantes, bares, cafés e locais de lanches. Destacamos o Manué, que oferece muitas opções saudáveis e deliciosas.

Nossos dias em Paraty foram muito agradáveis.

No retorno, resolvemos fazer uma parada em uma cidade no interior do Rio de Janeiro, bem estilo “Dedo no Mapa”.

Contarei em outro post!

Por mais “Casas Tortas”

Por mais “Casas Tortas”

Bichinho. Você já ouviu falar de um lugar com este nome? Pois eu, até pouco tempo, desconhecia a existência de Bichinho. E olha que já se vão quase 6 anos de nossas idas e vindas à região de Tiradentes.

Atravessando uma época de crise, vemos empreendimentos abrindo e fechado, em um curto espaço de tempo, além de observar a retração de muitos que preferem não arriscar.

Mas uma boa ideia tem seu lugar em qualquer tempo.

Como mãe, seja em viagens ou na cidade onde moramos, sinto falta de espaços interessantes para levar as crianças e quando vejo alguma oportunidade que desperta nossa atenção, fico curiosa para conhecer.

Vitoriano Veloso, apelidado de Bichinho, é um distrito pertencente a Prados, cidade próxima a Tiradentes-MG. Além do riquíssimo artesanato local, esse vilarejo vem chamando a atenção dos viajantes em razão da “CASA TORTA”.

 

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Conhecendo o Pantanal Sul – Fazenda San Francisco

Um país de dimensões continentais revela surpresas, mistérios e oportunidades de aprendizado constantes.

Nessa perspectiva partimos para conhecer o Pantanal Sul com nossos filhos, cheios de expectativa do que poderíamos ver e sentir nessa parte do centro-oeste brasileiro.

Por do Sol inesquecível do Pantanal Sul

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Você viaja com crianças pequenas?

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Quais as dificuldades que encontra?

Espera em aeroporto – ver os aviões na pista é diversão certa – São Paulo/SP

Fiz essas duas perguntas em nossa página do Facebook dias atrás, e algumas pessoas responderam. Espero que quem viu, mesmo sem se manifestar, tenha refletido sobre o tema e que possa ler este post.

O Dedo no Mapa surgiu com o propósito de contarmos um pouco dos nossos roteiros e viagens, de nossas experiências como família.

Vivemos um tempo em que se expor é a regra, mostrar o que se faz é status… Com respeito a esses padrões desta época, não se trata do nosso perfil.

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Dedo no Mapa – Aquário de São Paulo

Observando com atenção as focas no Aquário de São Paulo

Já declarei meu carinho pela cidade de São Paulo algumas vezes, e é um destino para se voltar muitas vezes, tamanha a oferta de atrações.

Ainda não tinha apresentado Sampa aos meus pequenos, então, aproveitamos uma promoção de passagens aéreas e partimos para rever nossos amigos Beto, Monica e Luca em sua bela cidade.

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Dedo no Mapa – Colônia Witmarsum

Quando li o relato da Sílvia Oliveira (matraqueando.com.br) sobre a Colônia Witmarsum, fiquei muito curiosa para conhecer esse lugar tão perto da capital paranaense, mas permeado pela cultura e costumes dos alemães menonitas que ocuparam a região na década de 50.

Assim, decidimos alugar um carro e ir até a Colônia Witmarsum, situada no município de Palmeira, há aproximadamente 60 km de Curitiba. É perfeita para um bate e volta.

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