Ilha do Marajó – para quem QUER estar lá

 

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Eu tinha muita vontade e curiosidade de conhecer esse pedaço do Brasil. Foi essa a motivação para incluir a Ilha do Marajó no roteiro de Belém/PA.
A maior ilha fluviomarítima do mundo revela contrastes que se observam facilmente.

Mas a beleza do lugar tem que ser buscada.

O acesso à ilha é feito por balsa ou catamarã. Há dois postos em Belém; para quem vai sem veículo (Terminal Hidroviário Porto Luiz Rabelo) e para quem vem de carro ou moto desde Belém (Icoaraci).

Fizemos a primeira opção, comprando os tickets com antecedência através do site da empresa Tapajós Expresso: http://www.tapajosexpresso.com.br/site/default.asp?TroncoID=945181&SecaoID=637470&SubsecaoID=0

Chegamos na hidroviária com a antecedência requerida. Se não for em alta temporada, chegar meia hora antes é suficiente. 

Nosso catamarã atrasou 20 minutos e não foi o expresso que contratamos.
O substituto não tinha poltronas marcadas, o que gerou certo tumulto para organizar os passageiros. Por fim, cada um de nós conseguiu uma janela e seguimos viagem. 

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A vista do trajeto não tem nada de mais.
No percurso, a embarcação balançou bastante. 

No retorno, a saída também não foi pontual e a localização das poltronas no veículo era diferente da marcada na internet.
Então, pela nossa experiência, não conte com a pontualidade, tampouco faça programação muito próxima ao pretendido horário do retorno à Belém, para não se atrasar ou perder o compromisso.

Já na ilha, em Soure, os deslocamentos podem ser feitos de táxi, mototaxi, van, aluguel de bicicleta ou a pé.

As atrações mais procuradas em Soure não são próximas, dependendo de algum meio de transporte para serem acessadas.

As corridas de táxi e mototaxi devem ter o preço combinado antes. Um deslocamento padrão em Soure sai por R$20,00 a corrida (dados de agosto/16).
A opção da van é a mais econômica e existe um ponto, na terceira rua, no centro, onde elas são encontradas. O porém é que dependem de um número mínimo de passageiros para fazerem o trajeto. Caso não haja o número suficiente, ali mesmo há mototaxistas disponíveis.

Encontra-se também em algumas pousadas possibilidade de aluguel de bicicletas.

A cidade é dividida em ruas e travessas, que seguem sequência numérica. Mas não há placas. Na dúvida, pergunte a um local.

Encontramos esse mapa na pousada que ficamos e tiramos foto para ter referências.

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As ruas são em maioria não asfaltadas e muito esburacadas. Como chove bastante e há chuva mesmo na época de seca, sempre têm poças de água pelas vias. 

Essas informações são importantes para se ter em mente que os deslocamentos em Soure acabam ficando mais distantes em virtude das condições das ruas. 

Assim, na escolha da hospedagem, atente para a localização. Falarei mais sobre isso em outra postagem.

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Para ir a Salvaterra, município vizinho, com outras praias de rio e as ruínas em Joanes, é necessário atravessar o rio, pegando uma balsa (que sai de hora em hora e é gratuita para os pedestres), mas que deixa afastado do centro, ou pegando um bote, que sai do terminal (mesmo local que se chega a Soure de catamarã) por 3 reais, e já ficar na cidade.
Lá, assim como em Soure, será necessário contratar um táxi, mototaxista ou van para se chegar às atrações, que são distantes.

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