A viagem que não aconteceu…

Como assim?

As ruas de Paraty ilustraram bem a situação…

Tudo pronto: passagens compradas, hotéis reservados, passaporte, visto, cartão internacional de vacinação, carro alugado, contas a pagar agendadas, dinheiro para gastos, lista de compras, roteiro organizado… Mas havia uma furacão no caminho.

Como no poema de Drummond, a pedra no caminho se tornou algo gigantesco, e não foi possível transpô-la.

Faltando cinco dias para viajarmos para os EUA, recebemos o comunicado de que o vôo havia sido cancelado, em razão do furacão Irma.

Foi um misto de sentimentos.

Como organizadora de viagens há algum tempo, sei que o clima não pode ser desconsiderado. Saber se estará chovendo, se é época de furações ou outros fenômenos naturais é importante para não perder um passeio, quiçá uma viagem.

No nosso caso, apostamos em uma época em que poderiam ocorrer furações (o período vai de junho a novembro), mas eles vieram com uma intensidade há muito tempo não vista.

E assim o Irma passou, devastando vários países, levando vidas, e no nosso caso, além da compaixão por todos que perderam algo em razão do fenômeno, a certeza de que Deus nos livrou de vivermos um grande problema.

Quem viaja com frequência, em algum momento, já enfrentou desafios: cancelamento de viagem, extravio de bagagem, mudança de vôo… E quando os imprevistos ou pouco prováveis acontecem, qual é o plano B?

Imagino que ninguém organiza um roteiro pensando nas opções caso a viagem não ocorra.

No nosso caso, criamos um plano B de emergência, e partimos, em uma gostosa roadtrip, para Paraty-RJ.

Depois falarei sobre como foi estar lá com crianças.

E a viagem para os EUA? Ficou o sonho, e no aguardo de Deus permitir um dia poder realizá-lo.

A vista que mais amo na vida