Você viaja com crianças pequenas?

Você viaja com crianças pequenas?

Quais as dificuldades que encontra?

Espera em aeroporto – ver os aviões na pista é diversão certa – São Paulo/SP

Fiz essas duas perguntas em nossa página do Facebook dias atrás, e algumas pessoas responderam. Espero que quem viu, mesmo sem se manifestar, tenha refletido sobre o tema e que possa ler este post.

O Dedo no Mapa surgiu com o propósito de contarmos um pouco dos nossos roteiros e viagens, de nossas experiências como família.

Vivemos um tempo em que se expor é a regra, mostrar o que se faz é status… Com respeito a esses padrões desta época, não se trata do nosso perfil.

Compartilhar nossos roteiros e destinos é uma prática que se iniciou entre os familiares e amigos, e por eles incentivada, acabou se tornando um blog. Um espaço no qual mais pessoas pudessem ser ajudadas e inspiradas a viajar e a descobrir um pouco mais deste mundo.

Viajar não importa o destino – seja perto ou longe, o importante é o caminhar.

Tudo que se aprende e se vivencia em um novo ambiente é incrível. Nunca voltamos os mesmos e às vezes peças soltas da nossa vida começam a fazer sentido.

Dizem que para se conhecer uma pessoa deve-se viajar com ela. Na viagem, o convívio é intenso e, na multidão de experiências, problemas, descobertas, nos revelamos e conhecemos quem está ao nosso lado.

Viajar me faz olhar de uma maneira mais viva para o meu cotidiano, me faz sair do “modo automático” mesmo quando não estou em viagem.

A expectativa de conhecer um novo lugar alegra meu coração. E olha que sou uma pessoa que lida com certa dificuldade quando as coisas saem fora do esperado…

Para as crianças, sou suspeita em falar. Embora exista quem diga que os pequenos não se lembrarão de nada, que é um desperdício de dinheiro, eu tenho certeza que cada experiência é registrada no inconsciente, e vai ajudando a moldar as percepções de si mesmo e do mundo.

A gente também se diverte muito com os pequenos – Beto Carreiro/SC

As memórias são muito mais do que aquilo que conseguimos efetivamente lembrar, elas estão guardadas dentro de nós.

Na viagem o aprendizado é potencializado. Cooperação, respeito, paciência, proximidade são aspectos que podem ser muito bem trabalhados nesses momentos que estamos viajando, desconectados dos problemas do dia-a-dia e das atividades mecânicas do cotidiano, mas totalmente voltados para o propósito de estar turistando em algum lugar.

Por aqui viajamos em família, só o casal sem filhos, e também sozinhos…

E como é viajar tendo filhos?

Este ano estávamos em Poços de Caldas e eu havia separado uma lista de restaurantes, conforme consulta no Tripadvisor, que pretendíamos conhecer.

Um dia, fomos para um deles por volta de 13h. Quando chegamos lá, o local era pequeno (moldes de cidade de interior), e não havia como esperar dentro do estabelecimento. Nossos filhos, com cinco e dois de idade na época, estavam cansados, com fome, e o mais novo acabou dormindo. Ficamos do lado de fora, aguardando vagar uma mesa.

Comecei a pensar: será que estou impondo nas viagens com meus filhos o mesmo ritmo que tenho em viagens sem crianças? Será que estou fazendo uma escolha errada?…

Um tempo depois, fomos chamados para entrar e ocupar nossa mesa. Almoçamos, segurando o mais novo no colo que ainda dormia e não viu a gente entrar e sair de lá. Levamos uma marmita para a hora que ele acordasse.

No meio das incertezas e desconfortos, conseguimos driblar o desafio daquele momento e aprender com ele.

Conhecer um lugar novo é divertido – Poços de Caldas/MG

Entendi que as viagens, para nós, não são das crianças ou dos adultos, elas são de todos envolvidos. Cuidamos de questões que agradam os pequenos (brincar; comer; descansar; dormir), mas também desfrutamos do momento em que estamos ali, fazendo o que gostamos (visitando um museu, comendo em um bom restaurante, fazendo um passeio, vendo um espetáculo musical…).

Nessa mescla entre os gostos de cada integrante da família, vamos nos conhecendo e desde agora ensinando que todos devem ser respeitados e que para tudo há um tempo (como sabiamente nos dizem as Escrituras).

Na estação para pegar o trem em Curitiba/PR, um olho no peixe e o outro (no caso a mão), no gatinho =)

Às vezes encontramos lugares children friendly (“adequado para crianças”), como um restaurante com um bom playground, teatrinho, banheiros adaptados, etc.

Mas às vezes não achamos as facilidades e aí, o que fazer?

Fazemos nosso melhor com o que temos.

No caso que citei do restaurante, não me lembro de ter lido nas resenhas do local que o espaço era pequeno.

Atualmente, quando estou pesquisando os restaurantes que poderemos ir na viagem, seleciono a opção “adequado para crianças”, e marco aqueles que tiverem esse perfil. Mas como gosto de conhecer culinária local e comer boas refeições, não descarto opções que não se encaixarem exatamente nesse perfil.

Alguns detalhes podem ajudar no caso de se ter que esperar, ou para evitar a espera: ir mais cedo para o restaurante, fora dos horários de pico; ter sempre na bolsa um lanchinho para as crianças caso o local não tenha um local de espera onde se possa pedir algo; trazer algum brinquedo para distrair os pequenos até poderem assentar; pegar a senha do local e dar uma volta até ser chamado… Bem, soltando a imaginação e sendo mais flexível, é mais fácil resolver o problema.

No caso de comer em viagens, confesso que levo as coisas de forma mais tranquila do que em casa. Se for seguir o mesmo rigor, pode ser cansativo. Assim, permito exceções e não me prendo às refeições nominalmente falando (pode ser que não almocemos, mas sim façamos um lanche, dependendo da programação, e no final do dia jantemos, ou o contrário). O que não vale é estressar com comida em passeio. Quem é pai e mãe sabe como esse momento pode ser cansativo .

Outra coisa que acho legal de ser fazer é procurar saber sobre boas opções de delivery. Depois de um dia passeando, sair para jantar pode não ser a melhor opção. Também se pode pedir algo no hotel, pesquisando sempre antes se as refeições do local são bem avaliadas.

Depois desse relato, será que já está pensando em agendar o próximo passeio?

Conte pra gente!! <3

Crianças amam um passeio na praia – Praia de Carneiros/PE

 

7 opiniões sobre “Você viaja com crianças pequenas?

  • agosto 31, 2017 em 12:42 am
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    Ano que vem terei minhas primeiras experiências nesse ramo… rsrsss
    Suas dicas serão muito úteis!!!
    Obrigada!

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  • setembro 21, 2017 em 1:37 pm
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    Aqui em casa sempre fomos viajantes e quando nossa pequena nasceu prensamos: ela tem que entrar na onda e ser parceira! Resultado? Entrou num avião com dois meses! E a garota foi atacada pelo bichinho e hoje, é só falar em viagem, que já aparece com a mala pronta!! kkkkk! Adorei o post com seu relato!! Parabéns!!

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  • outubro 9, 2017 em 11:59 am
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    Imagino como deve ser difícil viajar com crianças. É outro ritmo! Não estamos acostumadas, mas é sempre bom saber algumas diquinhas 😉

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  • novembro 19, 2017 em 8:35 pm
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    Sempre viajei com meus filhos! E claro que quando eram pequenos, o ritmo e os cuidados eram outros, mas nunca deixamos de viajar em família por causa das crianças. Até hoje, faço questão de programar pelo menos uma viagem no ano com os dois. É um momento de relaxamento e de resgatar a convivência muitas vezes reduzida na correria do dia-a-dia. Muito importante as dicas do post!

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